A origem do Pastor Alemão: Como surgiram?
Como o seu nome sugere, a origem do pastor alemão se deu na Alemanha!
De acordo com o a Classificação (F.C.I) pertence ao Grupo 01 dos Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto Boiadeiros Suíços).
Ela também foi considerada uma das raças mais inteligentes do mundo, 3a de acordo com o ranking criado por Stanley Coren.
A história do Pastor Alemão
Introdução
Para explicar a sua origem, precisamos voltar um pouco no tempo. Mais especificamente nos anos de 1800 na Europa.
Os cães pastoreiros por lá, eram conhecidos como: Cão Pastor Continental. Ou seja, sem nenhuma padronização ou algo que pudesse distinguir uma da outra.
Foi só em 1890 que três desta raça seguiram caminhos diferentes. Diz-se que a partir desse momento, deu-se a origem ao pastor: Alemão, Belga e o Holandês.
Neste artigo, falaremos especificamente da História do Pastor Alemão.
Os cães pastoreiros na Alemanha

Inicialmente, cães pastoreiros foram criados e treinados para defenderem os rebanhos de predadores, atuando como uma espécie de cão de guarda.
Com o avanço da modernização das regiões rurais e a expansão das cidades, muitos desses predadores naturais passaram a desaparecer ou a se afastar das áreas de criação de gado.
Como consequência, a função defensiva desses cães tornou-se menos necessária.
Com o tempo, suas habilidades naturais, como inteligência, obediência e capacidade de aprendizado, passaram a ser aproveitadas em outras atividades no campo.
Assim, além da guarda, esses cães começaram a atuar principalmente como cães pastoreiros onde o seu objetivo era guiar o rebanho até um espaço pré-determinado.
Como mostra no vídeo abaixo:
O começo da padronização da Raça Pastoreira

Naquela época, existiam diversas variedades de cães pastoreiros espalhadas por toda a Alemanha.
Cada região utilizava cães adaptados às suas próprias necessidades, sem a existência de um padrão pré-definido para a raça.
Com a crescente importância dos cães pastoreiros ao longo do século XIX, especialmente por volta de 1850, surgiu as primeiras tentativas de seleção mais cuidadosa desses animais.
Criadores e trabalhadores rurais passaram a reproduzir cães que, na prática, se mostravam mais eficientes no trabalho com o rebanho.
Essas seleções eram feitas de forma regional, levando em conta características consideradas ideais para cada realidade local, como:
– Força;
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– Resistência;
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– Velocidade;
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– Inteligência;
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– Capacidade de proteção;
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O objetivo não era criar uma raça padronizada, mas sim atender às demandas específicas de cada área.
Com o tempo, os efeitos dessa prática começaram a se tornar evidentes.
Surgiram cães extremamente habilidosos no pastoreio, fortes e inteligentes, porém com diferenças marcantes entre si.
Como esse processo ocorreu de maneira independente em várias regiões, sem um “modelo único” a ser seguido,
os cães passaram a apresentar grandes variações, tanto na aparência física quanto na capacidade de trabalho.
Foi justamente essa diversidade, somada à ausência de um padrão unificado, que abriu espaço para o surgimento de um movimento voltado à padronização da raça.
A primeira tentativa da padronização
Em 1891, surgiu a primeira tentativa formal de organizar e padronizar os cães que mais tarde dariam origem ao Pastor Alemão.
Essa iniciativa ocorreu com a criação da Sociedade Phylax, uma associação formada por criadores interessados em melhorar os cães pastoreiros por meio da seleção controlada.
Na prática, esse tipo de clube reunia criadores com o objetivo de definir critérios comuns para a reprodução dos cães.
A ideia era estabelecer quais características deveriam ser valorizadas e preservadas ao longo do tempo.
No entanto…
Desde o início, surgiram divergências internas entre os membros da sociedade.
Alguns defendiam que os cães deveriam ser selecionados exclusivamente pelo desempenho no trabalho, priorizando inteligência, obediência e capacidade funcional.
Outros acreditavam que a aparência e a beleza física deveriam ter maior peso no processo de criação. Essa diferença de visões acabou enfraquecendo o grupo.
Sem conseguir chegar a um consenso, a Sociedade Phylax foi dissolvida após apenas três anos de existência.
Ainda assim, sua contribuição foi importante!
A iniciativa ajudou a fortalecer a ideia de que a padronização seria possível!
Inspirando assim, outros criadores a continuarem esse trabalho de forma independente nos anos seguintes.
Max von Stephanitz

Podemos dizer que, a história do Pastor Alemão, começa com Max von Stephanitz (Max), ex capitão e ex membro da Sociedade Phylax,
Max fazia parte dos membros que acreditavam que esses cães deveriam ser criados visando mais o trabalho.
Isso porque a inteligência e a habilidade dos cães pastoreiros, fascinavam Max.
Porém, até aquele momento, ele ainda não havia encontrado um cão que o satisfizesse, que ele julgava como “o cão” de trabalho ideal.
Max von Stephanitz e seu primeiro Pastor Alemão
Em 1899, Max estava em uma exposição de cães, e foi-lhe apresentado um cão chamado Hektor Linksrhein (Hektor).

Hektor, logo o Impressionou, ele cumpria todos os requisitos que Max julgava essencial para um cão de trabalho.
A partir daquele momento, Max não pensou duas vezes, acabou adquirindo-o imediatamente.
O Primeiro Clube do Pastor Alemão
Logo após a sua compra, Max renomeou Hektor para Horand von Grafrath e em 22 de abril de 1899 fundou o clube Verein für Deutsche Schäferhunde o Primeiro Clube Dedicado à raça Pastor Alemão.
Horand então, foi declarado como o primeiro Pastor Alemão e tornou-se a “ficha” principal no programa de criação e reprodução da raça.
O Resultado Final!
A partir de algumas reproduções, Horand gerou vários filhotes. Porém, o que chamou mais atenção foi Hektor von Schwaben (Hektor).

Hektor por sua vez, se tornou a chave principal para o seguimento da padronização.
Dos filhotes deles, foram selecionados três para continuar pela busca da padronização.
Foram eles: Heinz von Starkenburg , Pilot e Beowulf.
E por sua vez, esses filhotes gerariam um total de 84 filhotes.
Segundo eles, estas reproduções e seleção foram necessárias para corrigir e formar as características, que os membros julgavam necessárias para um cão de trabalho.
Confirmou-se que foi a partir dos descendestes de Beowulf, que o Pastor Alemão foi tomando um vínculo genético Ideal.
Claro, isso é um breve resumo da grande trajetória da criação dessa magnífica que é o Pastor Alemão.
Se procuramos, surgem vários nomes de cães que ajudaram a moldar a raça, como conhecemos hoje.
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Por exemplo: Diz-se que o clube, realizava competições (Sieg Show) entre os Pastores Alemães dos membros pertencentes ao clube para selecionar os “melhores machos” e as“melhores fêmeas” de cada edição.
Assim, os membros, conseguiam garantirum parceiro ou parceira ideal para os seus cães, gerando assim ninhadas mais fortes e corrigindo pequenas “falhas” da raça.
Um dos machos que se destacou foi o Klodo von Boxberg, utilizado com modelo para “reparar” as pernas finas que a raça havia desenvolvido ao longo de sua linhagem.
Curiosidades
Como o Pastor Alemão chegou a outros países?
Após a consolidação da raça na Alemanha, exemplares do Pastor Alemão começaram a ser levados para outros países por militares, criadores e entusiastas.
A versatilidade do cão chamou atenção rapidamente, principalmente por sua inteligência, facilidade de adestramento e capacidade de trabalho em diferentes funções.
Isso fez com que a raça se espalhasse pela Europa, Estados Unidos e, posteriormente, por outros continentes.
A chegada do Pastor Alemão ao Brasil
No Brasil, o Pastor Alemão começou a ganhar espaço no início do século XX, trazido principalmente por imigrantes europeus.
A raça se destacou rapidamente em funções como guarda, proteção e trabalho policial.
Com o tempo, também passou a ser criada como cão de companhia, mantendo sua popularidade até os dias atuais.
Hoje, o Pastor Alemão está entre as raças mais conhecidas e respeitadas do país.
O primeiro Registro

Foi em 1908 que o Pastor Alemão foi reconhecida pelo AKC (American Kennel Club). Um dos maiores clubes de registro genealógico de cães de raça pura do Mundo.
Conclusão
A origem do Pastor Alemão revela uma raça construída ao longo do tempo com foco em inteligência, obediência e capacidade de trabalho.
Desde os primeiros cães pastoreiros até a padronização oficial, cada etapa contribuiu para formar o perfil equilibrado que conhecemos hoje.
Compreender essa trajetória ajuda a entender por que o Pastor Alemão se destaca em tantas funções diferentes, seja no trabalho, na proteção ou como companheiro fiel.
Suas características atuais refletem diretamente as escolhas feitas durante o desenvolvimento da raça.
Conhecer a história do Pastor Alemão é essencial para compreender seu comportamento, suas necessidades e o tipo de ambiente em que ele pode se desenvolver de forma saudável e equilibrada.
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